sábado, 31 de julho de 2010

sábado, 24 de julho de 2010

É terno.


"Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na busca de um bem definitivo
Em que as coisas de Amor se eternizassem "


Sophia de Mello

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Boba,boba.


Mais uma vez vou escrever porque não consigo gritar.
É, “jurei nunca mais amar pela décima vez.” Tola,tola. Lembrei de novo de minha amiga Luz: “Ah,boba...você não controla essas coisas! Você não escolhe.” Eu juro, eu juro que eu queria escolher. Escolher a hora em que eu iria me encantar: estaria eu de bem com a vida, unhas feitas, cabelo hidratado, com meu vestido mais lindo, toda disposta, com tempo livre para passar horas conversando ao telefone ou para ver o pôr-do-sol em qualquer lugar da cidade. Mas não! E eu bem que poderia desconfiar...tava lá eu de olheiras na cara, descabelada, trabalhando minhas 60h/semanais, pilhas de livros pra ler, milhões de problemas para resolver, varias contas pra pagar. Mas e ai?! Eu nunca recuso convite da Vida. Ta, até me faço de desinteressada, fico me segurando, disfarço, uso fantasia de indiferente. Mas não adianta.
Ai, eu que me achava tão protegida em minha quase indiferença, me pego olhando mil vezes o celular em busca daquela mensagem de bom dia, esperando chegar o fim do dia para aquela visita de dez minutos, querendo qualquer sinal de presença, me pego ajeitando o cabelo e disfarçando as olheiras, procurando aquele vestido, controlando os passos para não parecer tão boba, sorrindo frente a qualquer sinal do seu bem querer, cheia de medos e inseguranças.
Há quem se surpreenda com essa coragem de “de novo” (?) ir mergulhar no (a)Mar, mas não sei nem como é que se vive (e pra mim amar e viver foi sempre tão parecido!) de outro jeito, sem essa emoção, esse abobalhamento.


“Não, meu bem, não adianta bancar o distante: lá vem o amor nos dilacerar de novo” (C.F.A.)

terça-feira, 13 de julho de 2010

Amor é tudo o que me move.

"Tudo de amor que existe em mim foi dado.
Tudo que fala em mim de amor foi dito.
Do nada em mim o amor fez o infinito.
Que por muito tornou-me escravizado.
Tão pródigo de amor fiquei coitado
Tão fácil para amar fiquei proscrito.
Cada voto que fiz ergueu-se em grito
Contra o meu próprio dar demasiado.
Tenho dado de amor mais que coubesse
Nesse meu pobre coração humano
Desse eterno amor meu antes não desse.
Pois se por tanto dar me fiz engano
Melhor fora que desse e recebesse
Para viver da vida o amor sem dano."

Vinicius, ah...Vinicius!

domingo, 4 de julho de 2010

Sina de lamparina.


Sei que nada é por acaso nesse mundo de meu Deus

Nada me chega do nada

Nada parte por nada

E se é essa minha sina,

sina de lamparina

ofereço minha esperança para iluminar...

Cada tempo em seu lugar.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O medo de amar é o medo de ser livre.

"O medo de amar é o medo de ser

Livre para o que der e vier

Livre para sempre estar onde o justo estiver

O medo de amar é o medo de ter

De a todo momento escolher

Com acerto e precisão a melhor direção

O sol levantou mais cedo e quis

Em nossa casa fechada entrar

Prá ficar

O medo de amar é não arriscar

Esperando que façam por nós

O que é nosso dever: recusar o poder

O sol levantou mais cedo e cegou

O medo nos olhos de quem foi ver

Tanta luz"