
Mais uma vez vou escrever porque não consigo gritar.
É, “jurei nunca mais amar pela décima vez.” Tola,tola. Lembrei de novo de minha amiga Luz: “Ah,boba...você não controla essas coisas! Você não escolhe.” Eu juro, eu juro que eu queria escolher. Escolher a hora em que eu iria me encantar: estaria eu de bem com a vida, unhas feitas, cabelo hidratado, com meu vestido mais lindo, toda disposta, com tempo livre para passar horas conversando ao telefone ou para ver o pôr-do-sol em qualquer lugar da cidade. Mas não! E eu bem que poderia desconfiar...tava lá eu de olheiras na cara, descabelada, trabalhando minhas 60h/semanais, pilhas de livros pra ler, milhões de problemas para resolver, varias contas pra pagar. Mas e ai?! Eu nunca recuso convite da Vida. Ta, até me faço de desinteressada, fico me segurando, disfarço, uso fantasia de indiferente. Mas não adianta.
Ai, eu que me achava tão protegida em minha quase indiferença, me pego olhando mil vezes o celular em busca daquela mensagem de bom dia, esperando chegar o fim do dia para aquela visita de dez minutos, querendo qualquer sinal de presença, me pego ajeitando o cabelo e disfarçando as olheiras, procurando aquele vestido, controlando os passos para não parecer tão boba, sorrindo frente a qualquer sinal do seu bem querer, cheia de medos e inseguranças.
Há quem se surpreenda com essa coragem de “de novo” (?) ir mergulhar no (a)Mar, mas não sei nem como é que se vive (e pra mim amar e viver foi sempre tão parecido!) de outro jeito, sem essa emoção, esse abobalhamento.
“Não, meu bem, não adianta bancar o distante: lá vem o amor nos dilacerar de novo” (C.F.A.)
É, “jurei nunca mais amar pela décima vez.” Tola,tola. Lembrei de novo de minha amiga Luz: “Ah,boba...você não controla essas coisas! Você não escolhe.” Eu juro, eu juro que eu queria escolher. Escolher a hora em que eu iria me encantar: estaria eu de bem com a vida, unhas feitas, cabelo hidratado, com meu vestido mais lindo, toda disposta, com tempo livre para passar horas conversando ao telefone ou para ver o pôr-do-sol em qualquer lugar da cidade. Mas não! E eu bem que poderia desconfiar...tava lá eu de olheiras na cara, descabelada, trabalhando minhas 60h/semanais, pilhas de livros pra ler, milhões de problemas para resolver, varias contas pra pagar. Mas e ai?! Eu nunca recuso convite da Vida. Ta, até me faço de desinteressada, fico me segurando, disfarço, uso fantasia de indiferente. Mas não adianta.
Ai, eu que me achava tão protegida em minha quase indiferença, me pego olhando mil vezes o celular em busca daquela mensagem de bom dia, esperando chegar o fim do dia para aquela visita de dez minutos, querendo qualquer sinal de presença, me pego ajeitando o cabelo e disfarçando as olheiras, procurando aquele vestido, controlando os passos para não parecer tão boba, sorrindo frente a qualquer sinal do seu bem querer, cheia de medos e inseguranças.
Há quem se surpreenda com essa coragem de “de novo” (?) ir mergulhar no (a)Mar, mas não sei nem como é que se vive (e pra mim amar e viver foi sempre tão parecido!) de outro jeito, sem essa emoção, esse abobalhamento.
“Não, meu bem, não adianta bancar o distante: lá vem o amor nos dilacerar de novo” (C.F.A.)
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