
Aceitar o fim. Fechar a porta. Deixar morrer pra germinar. Tenho uma demora no peito que faz com que o tempo se dilate na hora do adeus. Revisito, reacendo, deixo sempre a brecha na janela pra ele voltar. Não desato o nó, não fecho a gestalt, insisto até ver a gota final. E ainda que a gota caia, ainda fico olhando-a, vendo o formato que tomará, esperando que ela preencha um Mar. Enquanto isso, cega diante do novo que me ronda, de toda novidade que tente se aproximar. Depois de tantos calendários, quando chega a hora de recomeçar, nunca sei que passo tomar. Fico numa dança sem jeito, rodopiando sem par, sem parar.Mas a Vida sempre ensina. O que veio é o que era minha sina. O que não veio foi esperança partida. E os pra-sempre sempre foram meus.
[Escrito em um tempo distante...]
Respira,menina...Lá está ela de novo, frente a frente com a decepção, essa que insiste em reaparecer em seu caminho, depois de tantas voltas. Coração aperta diante de tudo que lhe parece um “déjà vu”. Sua vida parece disco arranhado, que fica voltando à mesma estrofe que lhe dói os ouvidos. Não pode ser “de novo”, ela quer acreditar na inediticidade das relações, dos encontros. Mas ela poderia jurar já ter visto esse capitulo na sua história. Mais uma vez ela cegara frente à placa à sua frente: era “perigo” ou “siga em frente”? Quanta loucura em confiar desmedidamente e ir num só impulso buscar a felicidade na beira do precipício. Mais uma vez, é chegado o tempo de experimentar de suas asas...Deixar todo o vento levar, deixar o que for passar, olhar além e voar....
[Escrito em um tempo presente, pulsante ainda...]
[Escrito em um tempo presente, pulsante ainda...]
Vai lá menina, veja que o tempo passou em sua janela. Aviste as mudanças, aceite as distâncias, corra atrás do que valer a pena, suas penas, as penas de suas asas que caem pelo caminho, redesenhando seus vôos...
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